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terça-feira, 21 de julho de 2009

Paraolímpicos voltam dos EUA com 49 medalhas


Paraolímpicos voltam dos EUA com 49 medalhas
Brasileiros disputaram duas competições para deficientes visuais em Colorado Springs

Desembarca nesta terça-feira (21), em São Paulo, a delegação brasileira que participou do Campeonato Mundial de Estudantes para cegos e os Jogos Pan-Americanos de goalball. As duas competições, encerradas no domingo, foram disputadas simultaneamente no Centro de Treinamento da Equipe Olímpica dos Estados Unidos, em Colorado Springs.



Na bagagem, 49 medalhas, sendo 20 de ouro, 18 de prata e 11 de bronze. O Brasil enviou 28 atletas entre 12 e 19 anos no judô, atletismo e natação, além das equipes adultas do goalball no masculino e no feminino.



A modalidade que mais rendeu medalhas foi o atletismo, com 26 (15 de ouro, 9 de prata e 2 de bronze). O destaque do Brasil foi o carioca Liwisgton da Silva Costa. Deficiente visual de 18 anos, foi o primeiro nos 100m rasos, 200m rasos e no salto, todos na classe B1 (cego total). A carioca Viviane Soares, de 13 anos, também subiu três vezes ao ponto mais alto do pódio. Nos 100m, nos 200m e nos 400 m rasos, na classe B3 (cego parcial). Tanto Liwisgton quanto Viviane são atletas da Urece Esporte e Cultura, do Rio de Janeiro.



A natação volta para casa com 19 medalhas (5 ouros, 7 pratas e 7 bronzes). O deficiente visual Alex Palhares Viana, de 18 anos, carrega na bagagem quatro primeiros lugares na classe B1. O paulista de Araraquara foi o melhor nos 100m costas, 50 m livre, 100 m livre e 50 m costas. A mineira Pollyane Miranda faturou o primeiro lugar nos 200m livre.



No judô, Mateus Rodrigues dos Santos ficou com o bronze, e Vitória Santos Almeida, com a prata.



Já no goalball, modalidade voltada para cegos, o Brasil terminou em terceiro lugar no feminino. No masculino, a Seleção caiu diante dos anfitriões, Estados Unidos, na final, por 4 a 2 e ficou com a prata. Os gols brasileiros foram marcados por Romário e Thiago. A competição foi a primeira seletiva para os Jogos Paraolímpicos de Londres, em 2012.

sexta-feira, 27 de março de 2009

GALERIA DE FOTOS DA REVISTA SENTIDOS - A INCLUSÃO DAS PESSOAS COM DEFICIENCIA


Os tenistas cadeirantes Zilmar Pires e Cristiano Adeodato dos Santos com Gustavo "Guga" Kuerten e no torneio Brasil Argentina de tênis - Ginásio do Ibirapuera, SP
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quinta-feira, 19 de março de 2009

ARTIGO SOBRE"FORÇA MUSCULAR ISOCINÉTICA DE JOGADORES DE FUTEBOL DA SELEÇÃO BRASILEIRA PARAOLIMPICA DE PARALISADOS CEREBRAIS"

Atletas Paraolímpicos

A fraqueza muscular, a assimetria de forças e o desequilíbrio entre músculos são fatores de risco para lesão dos joelhos. Jogadores de futebol portadores de paralisia cerebral (PC), possivelmente, apresentam estes fatores de risco exacerbados em decorrência da doença e do esporte. O artigo “Força muscular isocinética de jogadores de futebol da seleção paraolímpica brasileira de portadores de paralisia cerebral” analisou 21 futebolistas paraolímpicos, submetidos à avaliação dos músculos flexores e extensores dos joelhos. O estudo é assinado por Marília dos Santos Andrade, Anna Maria Fleury e Antônio Carlos da Silva, pesquisadores do Departamento de Fisiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “A paralisia cerebral pode ser definida como uma doença não progressiva que afeta o desenvolvimento do sistema nervoso central. A atividade física tem sido prescrita para indivíduos portadores de paralisia cerebral com o objetivo de reduzir e, eventualmente, até reverter alguns prejuízos musculares”, explicam os autores. Segundo o estudo, como os jogadores de futebol portadores de PC apresentam fatores de risco para lesão dos joelhos, um programa de avaliação e fortalecimento muscular deve ser indicado para esta população. “Futebolistas com paralisia cerebral, mesmo que altamente treinados, podem apresentar risco elevado de lesões traumáticas ou por esforços repetitivos da articulação do joelho”, revela o estudo. Recomenda-se, portanto, que os atletas sejam submetidos a programas de fortalecimento muscular, independentemente do estágio de treinamento.
Revista Brasileira de Medicina do Esporte – vol. 11 – nº 5 – Niterói – set./out. 2005
www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922005000500007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt