Blog criado pelo Professor de Educação Física Sérgio José de Castro, da Universidade CÂNDIDO MENDES (RJ)destinado a oferecer informações atualizadas sobre EDUCAÇÃO ESPECIAL, EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA, esportes adaptados ,assuntos e informações sobre atividades de apoio para pessoas com Necessidades Educativas Especiais(PNEE), Necessidades Especiais (PNE) e Pessoas com deficiência(PcD), bem como a estudantes e pesquisadores nesta área.
Roberto Rodriguez ficou incrédulo com ouro no MundialFoto: Washington Alves/MPIX/CPB / Divulgação
Danilo VitalDireto de Montreal (Canadá)
Roberto Alcade Rodriguez terminou a prova dos 100 m peito S5 em 1min37s32: bateu em primeiro, olhou ao redor e esticou os braços com firmeza para comemorar. Minutos depois, demonstrou perplexidade com a medalha de ouro garantida no Mundial Paralímpico de Natação, em Montreal. “A ficha ainda não caiu e vai demorar para cair”, disse o nadador de 21 anos, que nasceu com má formação congênita na coluna vertebral.
“Campeão mundial, né? Meu pai e minha mãe devem estar loucos em casa. Nossa senhora... foi tão difícil chegar até aqui. Era um sonho que toda noite eu tinha antes de dormir. Agora é a realidade. E tem muito mais pela frente, né? Agora só vai”, afirmou Roberto, gaúcho de Bagé, que após alguns segundos em silencio disse de novo, sem acreditar: “campeão mundial”.
Não é pouca coisa conquistar uma medalha na competição disputada no Canadá. Roberto ficou à frente do mexicano Pedro Rangel, bronze nessa prova nos Jogos Paralímpicos de Londres, do alemão Niels Grunenberg, que foi bronze na ocasião, e do britânico James O’Shea, que também foi finalista. De uma vez, ele bateu quase toda a elite – o sul-coreano Lim Woo-Geun, atual campeão paralímpico, não disputou a prova na sexta-feira.
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Revezamento brasileiro ficou com a prata no 4x100 m livre
Foto: Washington Alves / Mpix / CPB / Divulgação
“Em 2010 (no Mundial de Eindhoven, na Holanda) eu cheguei perto (de ser medalhista) com um tempo muito mais alto. Era sempre a minha colocação: aquele quase, quase, quase... Chegar aqui e ver esses caras que eu olhava como os maiores fenômenos, e saber que eu tenho chance de ganhar deles... E ainda mais ganhar...”, disse Roberto.
Quando recebeu pedido para dizer “eu sou campeão mundial” para as câmeras, o nadador ainda brincou. “Espera eu pegar a medalha que vai ficar mais bonito”, disse, arrancando risos, mas ainda incrédulo: “campeão mundial de 2013. Isso aí ninguém mais tira de mim”.
O repórter viajou a convite do Comitê Paralímpico Brasileiro
Para presidente Andrew Parsons, CPB tem acertado nos investimentosFoto: Getty Images
Danilo VitalDireto de Montreal (Canadá)
A Seleção Brasileira paralímpica de natação encerra, neste domingo, a disputa do Mundial da modalidade em Montreal, no Canadá, com lugar mantido no rol das potências mundiais. Poucas empresas poderão se beneficiar dos frutos desse trabalho, que prometem ser maximizados para os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. Na opinião do presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, isso ocorre porque a iniciativa privada ainda é “míope” em relação ao esporte adaptado, uma condição que a entidade tem expectativa de mudar nos próximos anos.
Só na natação, por exemplo, o CPB investe cerca de R$ 5 milhões por ano, cifra que é aumentada pelo apoio de programas feitos pela Caixa Econômica Federal, governo do estado de São Paulo e do governo do estado do Rio de Janeiro. É nessa modalidade que está boa parte dos grandes destaques do esporte adaptado e é ela, que com seu grande número de medalhas distribuídas, faz do Brasil um país no top 10 da Paralimpíada. No orçamento anual de R$ 100 milhões da entidade, a presença da iniciativa privada é ínfima.
“São sempre as mesmas empresas, e poucas dispostas a investir do próprio bolso. Gostaria que a iniciativa privada se desse conta do potencial do esporte. O do paralímpico talvez seja mais evidente porque tem bons resultados, é vencedor, e evidentemente tem um gancho social muito grande, com valores como superação”, afirmou Andrew Parsons, escolhendo com cuidado o termo usado para definir a questão: “é uma grande miopia da iniciativa privada em relação ao potencial do esporte, e mais ainda em relação ao esporte paralímpico”.
Isso não significa que o CPB tenha dificuldades no dia-a-dia da preparação dos atletas de alto nível. Pelo contrário. A Paralimpíada Escolar, por exemplo, é maior do que o Mundial de natação disputado em Montreal. Muitos dos atletas que competem no Canadá caíram na água com o físico definido por 20 dias de treinamento em um centro especializado em San Luis Potosí, no México. Até os Jogos de 2016, as perspectivas são boas, já que o programa de patrocínio do CPB e do Comitê Organizador é um só – o que garante acesso a mais recursos, embora haja limitação, já que são os organizadores do evento que fazem a gestão.
“O CPB tem feito escolhas muito acertadas nos investimentos, mesmo sem tanto recurso assim. Muito recurso é novidade. Em Pequim 2008, ficamos em 9° lugar com R$ 77 milhões no ciclo todo. É difícil conseguir esse resultado”, exaltou Andrew Parsons, que exaltou o modo como a entidade conseguiu desenvolver o esporte adaptado. Em Londres 2012, por exemplo, subiu para a 7ª colocação geral. A expectativa para 2016 é de ficar em 5º lugar. “É gestão. Não é segredo, mas é algo que a gente faz com alguma competência”, afirmou. Para depois da próxima Paralimpíada, a situação vai mudar, mas não necessariamente para pior.
Bonança pós-2016 inspirada em Londres 2012
“Tem gente que acha que 2017 vai ser um ano de preocupação, com diminuição de investimentos. A gente acha que vai isso vai migrar: serão mais recursos privados e menos públicos”, afirmou o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro. As amarras da entidade com os patrocinadores da Paralimpíada vai acabar e haverá flexibilidade de negociação. Além disso, espera-se um bom desempenho dos atletas , aliado à participação da população. “A campanha brasileira mais o fato de ter vivenciado os Jogos vai fazer com que a iniciativa privada dê um salto nessa direção”, disse Andrew.
A precisão é baseada na experiência de Londres em 2012. Segundo o dirigente, sete patrocinadores específicos dos Jogos renovaram com a British Paralympic Association, enquanto que, com a British Olympic, esse número foi de apenas um. “Nós mandamos gente para o Reino Unido para conversar com essas empresas e entender por que elas resolveram ficar no esporte paralímpico”, contou o presidente do CPB. A resposta se resume ao fato de o cenário ser favorável: há necessidade de menos dinheiro para mais retorno, com contrapartida social grande. Assim como será no pós-2016.
O repórter viajou a convite do Comitê Paralímpico Brasileiro
A Fiocruz lançou nesta quarta-feira (14/8) um edital para a criação de animações e documentários. O Concurso de Apoio à Produção de Obras Audiovisuais Inéditas vai oferecer mais de R$ 650 mil em prêmio para equipes produzirem filmes dedicados às temáticas de interesse da saúde pública.
Serão selecionados dois vídeos de animação, que tenham de 17 a 22 minutos, para receber R$ 114.975 cada. Dois documentários, de 22 a 26 minutos, vão ganhar R$ 123.388. E um vídeo do mesmo gênero, mas com duração estendida (de 50 a 52 minutos), terá R$ 173.874. Os vencedores também passarão a integrar o acervo videográfico da Fiocruz.
Os temas são livres, desde que inseridos na área da saúde pública. Porém, a Fiocruz indica os seguintes temas de preferência: doenças negligenciadas, história da saúde pública, doenças transmissíveis, doenças não transmissíveis, violência e saúde, saúde da mulher e da criança (como "parto no Brasil"), saúde do trabalhador, saúde mental. As inscrições vão até 1º de novembro de 2013. Ou seja, 80 dias a partir da publicação do edital. Elas devem ser feitas nos dias úteis, no horário de 9h às 17h, no endereço citado no edital.
VideoSaúde – Distribuidora da Fiocruz Avenida Brasil 4.036, sala 516 – Prédio da Expansão /Manguinhos, Rio de Janeiro – RJ Tel: (21) 3882-9209/ 9111 / 9112 E-mail: fiocruzvideo@fiocruz.br
Conheça o projeto da britânica que combate o preconceito contra cadeirantes e dá um verdadeiro espetáculo visual no fundo do mar
Sue Austin é um exemplo de determinação para muitas pessoas. Após ficar paraplégica em 1996, ela resolveu não se abater e continuou fazendo coisas que a divertiam. Em 2005, fez seu primeiro mergulho em alto mar e, devido à sensação incrível que sentiu de liberdade, experimentou fazer o mesmo sentada na cadeira de rodas.
Satisfeita com o resultado, a britânica criou o grupo Freewheeling, que combate o preconceito contra cadeirantes e divulga um verdadeiro espetáculo visual. Para as performances que faz debaixo d'água, Sue adaptou a cadeira com dois propulsores acoplados no banco e duas nadadeiras de acrílico para auxiliar na manobra.
"Percebi que equipamentos de mergulho ampliam o seu leque de atividades, da mesma forma que uma cadeira de rodas faz. Mas as associações ligadas ao mergulho do equipamento são de emoção e aventura, completamente diferentes para as respostas das pessoas a respeito da cadeira de rodas. Então eu pensei: 'Vejamos o que vai acontecer quando colocar os dois juntos'", disse Sue em programa de TV.
A ideia , que começou em 2012, tem destaque com vídeos divulgados pelo grupo no Youtube. Atualmente Sue comparece a vários programas de TV, rádio e entrevistas para falar sobre a melhora na qualidade de vida de pessoas que enfrentam realidades como a sua. Veja mais fotos do projeto e assista ao vídeo:
Nesta terça-feira, 13, será disputado o segundo dia do Mundial de Natação de Montreal. As provas, que contarão com a participação de brasileiros, começam às 9h00 (10h horário do Brasil), no Parc Jean-Drapeau.
Confira as provas com participação dos atletas brasileiros: 13 de agosto –terça-feira – 2º dia
A participação brasileira no Mundial de Montreal é custeada por um convênio com o Ministério do Esporte. A parceria, que também financiou a equipe de atletismo em Lyon, no Mundial da modalidade, ainda abarca outras 13 modalidades.
Acompanhe a cobertura completa do Mundial de Natação Paralímpica em Montreal (#montreal2013) - Twitter (@cpboficial) - Facebook (facebook.com/ComiteParalimpico)
Transmissão ao vivo, a partir das 18h (Brasil), no site do Comitê Paralímpico Brasileiro (www.cpb.org.br)
Assista também a exibição, ao vivo, pelo canal Sportv 3* Terça-feira, 13: a partir das 18h30 Quarta-feira, 14: a partir das 18h35 Quinta-feira, 15: a partir das 18h30 Sexta-feira, 16: a partir das 18h45 Sábado, 17: a partir das 19h45 Domingo, 18: a partir das 19h * Programação sujeita a alteração pela emissora.
Resultados em tempo real: http://www.paralympic.org/events/montreal-2013/live-results Assessoria de Imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro Em Montreal Daniel Brito (daniel.brito@cpb.org.br / 61 8188 0683) Diogo Mourão (diogo.mourao@mginpress.com.br) Nádia Medeiros (nadia.medeiros@cpb.org.br) Thiago Rizerio (thiago.rizerio@cpb.org.br) Em Brasília Rafael Moura (rafael.moura@cpb.org.br / 61 3031 3067 / 61 8161 9271) No Rio Fernanda Villas Bôas (fernanda.villas@mginpress.com.br / 21 3723 8135 / 8301 0152 / 55*24*44094)