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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Projeto estende benefício a responsável por deficiente







A Câmara analisa o Projeto de Lei 917/07, do deputado Sandro Matos (PR-RJ), que estende o benefício de prestação continuada (BPC-Loas), cujo valor é de um salário mínimo, aos responsáveis legais por pessoas com deficiência. Pela proposta, serão contemplados os que comprovarem que se dedicam exclusivamente aos cuidados com o deficiente. Além disso, será exigida comprovação de que no local de residência da família não há escola pública que ofereça educação especial em tempo integral. Sem esse tipo de escola, "alguém da família deverá tomar conta do deficiente continuamente", enfatiza o autor.O deputado ressalta que a legislação em vigor cria direitos apenas para os portadores de deficiência, "deixando à margem os seus pais e responsáveis legais". Entretanto, complementa, para que o portador de deficiência possa obter maior avanço em seu desenvolvimento é imprescindível o acompanhamento permanente de seus pais e responsáveis. "Nos casos de famílias de baixa renda, eles são obrigados a abrir mão de uma atividade profissional para se dedicar integralmente à assistência, criação e educação de seus filhos", acrescenta. Em sua avaliação, para esses casos, seria justo o Estado proteger também a família do deficiente.





Projeto permite acúmulo de BPC e bolsa por portador de deficiência


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A Câmara analisa o Projeto de Lei 4672/09, do deputado Geraldo Pudim (PMDB-RJ), que permite à pessoa portadora de deficiência receber bolsa ou auxílio financeiro pelo exercício de atividade de ensino ou pesquisa relacionada à melhoria da qualidade de vida de seu segmento populacional, ainda que goze de qualquer benefício, como o BPC-Loas ou aposentadoria por invalidez. Atualmente, a legislação não permite esse tipo de acumulação de renda, de acordo com a Lei 8.742/93.


O deputado lembra que, historicamente, as pessoas com deficiência têm sofrido discriminação e preconceito, em vários aspectos da vida comunitária. Ele destaca que, nas últimas décadas, elas vêm progressivamente obtendo o reconhecimento de seus direitos, "mas a igualdade substantiva tem esbarrado em diversos obstáculos, tanto materiais como de comportamento, que ainda dificultam a acessibilidade física, intelectual e de comunicação".RecompensaO projeto, explica Geraldo Pudim, objetiva contribuir para o avanço da inclusão social dos portadores de deficiência. O deputado argumenta ser preciso recompensar o portador de deficiência que se dedica a melhorar a qualidade de vida desse segmento populacional, "tendo em vista que são eles próprios as pessoas com o perfil mais indicado para sugerir, avaliar, validar e promover esse tipo de ensino e pesquisa".Pudim informa que a idéia do projeto nasceu de uma visita que fez ao Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Bento Gonçalves (RS), onde funciona um núcleo de pesquisa que avalia a capacidade de acesso de portadores de deficiência visual aos sistemas de software do Ministério da Educação. TramitaçãoO projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Íntegra da proposta:- PL-4672/2009Notícias anteriores:Benefício para idoso e deficiente pode ser ampliadoProjeto garante BPC a deficiente em curso profissionalProjeto permite acumular BPC com pensão por morte
Reportagem - Luiz Claudio PinheiroEdição - Marcos Rossi