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sábado, 25 de julho de 2009

Autismo necessita de diagnóstico preciso

















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http://agenciainclusive.wordpress.com/2009/07/24/autismo-necessita-de-diagnostico-preciso/


Alguns definem o autismo como distúrbio, outros como disfunção; independente do conceito, este tema merece mais visibilidade

REPORTAGEM: MAIKON SOARES

Médicos acreditam que o autismo é um distúrbio neurobiológico que repercute no comportamento do paciente, que pode apresentar problemas de sociabilidade, isolamento intenso e, em alguns casos, agressividade. Não se trata de uma síndrome mental e tem vários graus, podendo ser confundido com outras enfermidades.

A dificuldade de diagnóstico e a falta de divulgação sobre o tema comprometem a qualidade de vida dos portadores da síndrome. Por isso, profissionais da área afirmam que é necessária uma série de cuidados, tanto para o portador quanto para a família.

De acordo com a Associação Brasileira de Autismo (Abra), a doença é um distúrbio congênito caracterizado por alterações no desenvolvimento infantil. Ela se manifesta nos primeiros meses de vida, caracterizado pelo retrocesso nas relações interpessoais e diversas alterações de linguagem e de movimentos. Algumas crianças autistas entre 4 e 5 anos são capazes de repetir as coisas que lhes são oferecidas, o que, no entanto, não significa um ato de comunicação.

Segundo informações da Associação dos Amigos Autistas (AMA), o autismo se define como um transtorno global caracterizado por um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado na criança antes dos 3 anos. O distúrbio apresenta uma perturbação característica do funcionamento das interações sociais, da comunicação, do comportamento focalizado e repetitivo. Além disso, o transtorno é acompanhado por outras manifestações inespecíficas, como fobias, perturbações de sono ou da alimentação, crises de birra ou auto-agressividade.

Para a psicóloga e uma das responsáveis pelo Centro Ocupacional de Londrina (COL), Adriana Von Stein, a criança com autismo necessita ser trabalhada. Ela lembra que a criança portadora da doença é bem detalhada e precisa de adaptação não só delas, mas da sociedade de um modo geral.

A psicóloga diz que há barreiras a serem quebradas, sendo a principal delas o preconceito. Para ela, a sociedade está acostumada com aquele autista clássico dos filmes hollywoodianos, que vive no seu próprio mundo, que tem uma aptidão maior em uma determinada área. Segundo Adriana, a maior dificuldade para trabalhar com o autista se dá quando alguém quebra a rotina dos portadores.

Ela ressalta que a sociedade pode auxiliar uma criança autista simplesmente respeitando seu espaço. “A primeira coisa é ter conhecimento sobre o assunto. Não descrimine, vá primeiro saber o que é o autismo. Respeite seu mundo, leia, aprenda o básico. E, acima de tudo, dê oportunidades”, enfatiza.



Comunidade do Orkut troca experiências

A reportagem do jornal Na Íntegra entrevistou a carioca Cláudia Marcelino. Ela tem um filho com autismo e reconhece que sua tarefa é árdua, já que, segundo ela, é muito difícil lidar com o preconceito das pessoas. “As pessoas acham que meu filho é mal educado, mimado, sem limites. Como ele não apresenta feições que denunciem sua condição, a maioria das pessoas olha atravessado”, explica.

No site de relacionamentos Orkut, Cláudia narra a rotina e as conquistas de seu filho Maurício, de 16 anos. Ela mantém contato com outras mães de todo o Brasil com novidades sobre o autismo. Ela pede às mães que estudem muito o caso dos filhos, que participem de grupos de apoio e que usem a Internet, que, segundo ela, é a maior e a melhor fonte de informação sobre o assunto.

Assim como Cláudia, existem pelo país e pelo mundo, outras mães que também passam pelos mesmas situações. É o caso da bióloga Eloah Antunes, vice-presidente da Associação em Defesa ao Autista (Adefa). Seu filho, Luan, de 7 anos, é autista.

Eloah desconfiou que o filho era autista ao ver o garoto dar cabeçadas nas paredes, não atender aos chamados das pessoas e também apresentar constantes problemas de saúde. Ela começou uma série de estudos e pesquisas acerca do autismo, alegando que alguns neurologistas diziam que a criança apresentava, somente, traumas psicológicos.

Eloah Antunes, juntamente com outras mães que passam pela mesma situação, acredita que mesmo no Brasil as pesquisas e estudos sobre o assunto estão fazendo engatinhar a aceitação de que a doença tem cura.



Autismo pede tratamento individualizado

Cláudia e Eloah trabalham pela disseminação das novidades relacionadas ao autismo. Através de sites de relacionamentos, e-mail e conversas informais, elas mantêm contatos com mães de todo o país divulgando informações novas sobre o tema. “Já traduzi reportagens americanas inteiras e depois repassei às mães para que tomassem nota e repassassem às outras”, conta Cláudia.

Existem profissionais da saúde que estão divulgando tratamentos biomédicos e terapeutas, anunciando terapias direcionadas para autistas. “Estão tomando conhecimento de que o autismo é uma síndrome metabólica e que cada criança é única dentro deste universo. Então o tratamento deverá ser individualizado”, analisa Eloah Antunes.

Geneticistas clínicos americanos revelaram que o autismo pode ser considerado curável. Tratamentos que vêm dando resultado nos Estados Unidos e que lentamente chegam ao Brasil incluem dietas, reposição vitamínica (com substâncias importadas), terapias comportamentais, entre outros processos.

Recentemente, pesquisa publicada na revista científica Neuropsychology Review atestou que até 25% de crianças autistas tratadas adequadamente ficaram livres de todos os sintomas que as caracterizavam como portadoras da doença.

Por muitos anos considerada uma doença neurológica incurável, o autismo, de acordo com novas pesquisas americanas, é uma síndrome ligada a diversos fatores que influenciam diretamente na sua manifestação. De alergias alimentares à falta de capacidade de eliminar metais pesados do organismo, os fatores que contribuem para o aparecimento do autismo são diversos.

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Serviço: Na internet:

www.autismo.com.br;

www.autismo.org.br;
www.ama.org.br;
www.neuropediatria.org.br.

VEJAM VÍDEOS SOBRE O AUTISMO EM : gurl=http://1.bp.blogspot.com/_qqPOczG_I80/SH8wIwfQVvI/AAAAAAAAHCU/Z80GrtTL5Ts/s320/Autismo_s

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