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sábado, 25 de julho de 2009

Música e Deficiência - Apresentação
















VEJAM MAIS SOBRE MUSICA E DEFICIÊNCIA EM: http://saci.org.br/?modulo=akemi¶metro=3872


Por que deficiente não pode estudar música?Escola Municipal de Música

Combinei com Viviane, nossa Repórter Saci Voluntária que está abordando o tema "Música de Deficiência", de irmos visitar algumas escolas de música.

Para quem não leu a série de matérias da Viviane, leia aqui:

Música e Deficiência - Apresentação http://saci.org.br/?modulo=akemi¶metro=3390

Música e Deficiência: Os Pré-Conceitos - Parte I http://saci.org.br/?modulo=akemi¶metro=3519

Música e Deficiência: Os Pré-Conceitos - Parte II
http://saci.org.br/?modulo=akemi¶metro=3696

Música e Deficiência: As dificuldades do fazer musical
http://saci.org.br/?modulo=akemi¶metro=3761

Liguei para uma escola e cheguei a falar com o diretor, que me informou que não havia nada adaptado e que, para fazermos uma visita, teríamos que enviar um ofício. Como estamos em final de ano e na maior correria, deixei para o ano que vem. Liguei para a Escola Municipal de Música e conversei com Henrique Autran Dourado, o diretor. Por telefone, já fiquei sabendo que não havia nenhuma adaptação. A única facilidade é uma entrada atrás do prédio, com uma rampa utilizada por veículos. A entrada da frente é uma escadaria.

Marcamos a visita para o dia 28 de novembro, uma quinta-feira. Combinei com Viviane que nos encontraríamos lá. Cheguei cinco minutos antes dela e comecei a bater um papo com o Prof Henrique, muito simpático e com uma ótima prosa. Expliquei para ele que o nosso objetivo é a igualdade de condições para todos. Ele nos disse que, provavelmente, a escola mudará de endereço. Aproveitando esse gancho, perguntei se já não seria possível fazer a nova escola adaptada e o lembrei que existem normas de como fazer as adaptações. É importante citar que, dias depois da visita, ele passou um e-mail para mim dizendo que já havia entrado em contato com os arquitetos falando a esse respeito.

Ficamos cerca de duas horas conversando. Percebi que ele tem, sem dúvida alguma, muito boa vontade. Mas o grande problema é que a maioria da população desconhece a existência e as necessidades de um deficiente. Se a grande maioria dos deficientes não consegue freqüentar escolas por falta de estrutura, o que dizer de um deficiente que queira estudar música? Claro que não vejo os responsáveis pelas escolas de música como os culpados pela falta de material e acesso às escolas, pois nossos governantes se esqueceram da cultura no país. Não sei se isso é resquício da ditadura, pois quanto menos instruído um povo, mais fácil de governar.

A maioria das pessoas só entende como deficientes aqueles que usam cadeiras de rodas e que pouco se movimentam e esquecem ou não sabem que existem outras deficiências. Viviane, por exemplo, não usa cadeira de rodas, já que anda, mas necessita de algumas adaptações, tais como rampas e ônibus adaptado. Imaginem os preconceitos enfrentados por ela e por outros deficientes que queiram fazer música porque, infelizmente, a palavra deficiente, para a maioria das pessoas, quer dizer incapaz. Nós sabemos que isto não é verdade, sempre falo que eu tenho alguns problemas a mais, no meu caso a mobilidade, mas quem é que não tem problemas?

Foi complicado escrever esse texto, pois quando marquei o encontro na escola não pensava que era um problema tão grande: vai da falta de informação, de cultura (que no nosso pais não vale nada), de transporte adaptado, de escolas adaptadas, de vontade de alguns que não entendem as nossas necessidades. Ainda há uma gama enorme de problemas, entre eles, o preconceito.

O professor Henrique, que mostrou ser uma pessoa bastante receptiva, disse que vai fazer o possível para conseguir melhorias na parte de acessibilidade e de materiais específicos, tais como partituras em Braile. Isso não é muito difícil, pois existem entidades para deficientes visuais, como a Laramara e a Fundação Dorina Nowill, que possuem uma enorme experiência. Outro exemplo é a AACD, que faz adaptações para instrumentos tocados por deficientes.

Portanto, acho que falta realmente vontade dos nossos governantes para permitir que a Inclusão saia do papel e vire realidade. Pretendo enviar essa matéria para nosso governador e para nossa prefeita. Aguardo uma solução prática e não apenas teórica.

Mais Informações:

Escola Municipal de Música
Endereço: Rua Vergueiro,961, Aclimação, São Paulo,Capital
CEP: 01504-001
Tel: (11) 3209-7865
Fax:(11) 3209-6580
Site: www.emmsp.hpg.com.br


Data da Visita: 28/11/02
Repórter:Renato Laurenti
Acompanhantes: Viviane dos Santos Louro e Luiz José


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Deficientes superam as dificuldades com a música
Crianças encantam o público em corais e bandas espalhados pelo país

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Eles tocam instrumentos sem enxergar, soltam a voz sem ouvir e "cantam" sem falar. A música é um caminho eficiente para afastar o preconceito e melhorar (muito) a auto-estima de crianças e jovens com deficiência. Pelo esforço de aprender, mas também pela qualidade da música que produzem, eles têm chamado a atenção do público, que retribui com aplausos e pedidos de bis. Há grupos musicais formados por deficientes em várias cidades do país e eles se apresentam em teatros, programas de televisão, hospitais e escolas. "Hoje recebemos elogios pela qualidade musical da nossa banda e não mais pelo espanto de conseguirmos tocar", comemora a coordenadora do Grupo Surdodum, a fonoaudióloga Ana Lúcia Soares, do Centro Integrado de Ensino Especial, em Brasília.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

"Educação Musical e Deficiência - Propostas Pedagógicas"







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Cada pessoa é única no mundo. Mesmo gêmeos univitelinos, criados pelas mesmas pessoas, com base nos mesmos princípios e freqüentando os mesmos lugares, vão se desenvolver de formas diferentes visto que, o modo como as informações são absorvidas e interpretadas é particular a cada indivíduo. Mesmo assim, há fatores comuns às pessoas em relação ao desenvolvimento. Em princípio todos passam, ou deveriam passar, pelas mesmas fases no que tange à maturação do sistema cortical e sua representação nos aspectos físicos, motores, sensoriais e psicológicos.

Grande parte do desenvolvimento humano ocorre nos primeiros anos de vida através da coordenação das ações sensório-motoras, ou seja, através do perceber, se relacionar e construir uma imagem interna do mundo exterior. O desenvolvimento, principalmente da inteligência, depende das vivências que a pessoa trava com o mundo externo. Sendo assim, a relação corpo-movimento-sentidos é de crucial importância para o amadurecimento global do homem, para que ele possa assumir-se como ser no mundo e assim construir sua estória. Esse processo de evolução, em princípio, natural a todos, é o que conhecemos por psicomotricidade, ou seja: relação entre o pensamento e a ação, envolvendo também a emoção (Nascimento e Machado 1986). Sem o suporte psicomotor o pensamento não pode ter acesso aos símbolos e à abstração, isto é, a psicomotricidade é essencial para a construção dos conceitos e aquisição da aprendizagem.

Alves (2003) conceitua:

Psicomotricidade é a integração psiquismo motricidade. [...] Motricidade pode ser definida como resultado da ação do sistema nervoso sobre a musculatura, como resposta à estimulação sensorial. Enquanto que o psiquismo poderia ser considerado como o conjunto de sensações, percepções, imagens, pensamento e afeto.

De uma forma mais didática podemos colocar:

PSI - CO - MOTRIC - IDADE

psi | Psicológico (emocional)
co | Cognitivo (intelectual)
motic | Motor (físico)
idade | Idade (fases do desenvolvimento)


Ou seja, psicomotricidade é a relação entre os aspectos psicológicos emocionas, a cognição e a ação motora frente às fases do desenvolvimento do ser humano desde a fecundação até o fim de sua vida. É a relação entre o QUERER FAZER (Psicológico – vontade); SABER FAZER (Cognição – mental) e PODER FAZER (capacidade motora de realização).