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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Crianças e adolescentes com habilidades especiais: o educador físico na inclusão e reabilitação


A diversidade é um assunto muito abordado nos dias atuais, e trata do que existe de diferente entre os indivíduos. Se observarmos ao nosso redor, há sempre uma qualidade, um estado ou uma condição no qual os indivíduos se diferenciam, e esta incômoda e provocativa variedade torna-se um desafio para os educadores, estimulando o interesse sobre a multiplicidade humana.

Os professores de Educação Física que atuam na educação de crianças e adolescentes, possivelmente já tiveram ou certamente terão o contato com alunos que apresentam habilidades especiais.

Quando pensamos em algo especial, levamos em consideração as características específicas observadas, tudo aquilo que é próprio ou fora do comum. Sendo assim, as habilidades especiais se caracterizam como formas diferentes de se locomover, se comunicar, aprender ou interagir, no contexto domiciliar, escolar e comunitário.

Qual a origem destas habilidades especiais? De forma geral, as habilidades especiais são decorrentes de alguma patologia congênita ou adquirida, ou são seqüelas de lesões traumáticas ou não traumáticas. Para cada um destes casos, existe um caminho no processo de reabilitação, que envolve o indivíduo, a família, a escola e a comunidade.

Pensar sobre habilidades especiais implica em pensar sobre potencial. Onde está nosso potencial? Nas capacidades, habilidades ou talentos que ainda não utilizamos, mas que podem se manifestar quando há estímulo ou treinamento adequado.

Pensar sobre potencial implica em pensar sobre educação. O educador lida com o processo de desenvolvimento de capacidades, descobrindo e investindo nos potenciais, junto com seus educandos.

Desta forma, torna-se mais clara a compreensão sobre o papel do educador físico na inclusão destas crianças e jovens, e no caminho de descoberta das suas capacidades. Provavelmente estas crianças e jovens já sabem tudo aquilo que não podem fazer, e faltam oportunidades para que elas conheçam e descubram aquilo que podem fazer.

Na maioria dos casos, a rotina de crianças e adolescentes com alterações motoras, cognitivas ou comportamentais, é voltada diretamente para atividades de tratamento. Em virtude de uma complexa agenda de atendimentos em clínicas e serviços especializados, diminuem as possibilidades da criança vivenciar algumas situações fundamentais para sua infância e adolescência. As atividades terapêuticas, de forma geral, são individuais, passivas e desvinculadas do contexto familiar e social da criança.

Neste cenário, até mesmo a escolarização passa para segundo plano, favorecendo a inserção escolar tardia, a dificuldade no acompanhamento e a falta de comprometimento da escola na educação formal destas crianças.

Acreditar que o processo de reabilitação está restrito ao ambiente médico ou terapêutico é subestimar o papel da família, da escola e do ambiente social no qual esta criança está inserida.

Por mais complexo que seja este desafio, aos poucos é possível descobrir maneiras de lidarmos com tal variedade, desde que estejamos sensíveis e principalmente dispostos a conhecer as características fundamentais de cada indivíduo, para que estas possam ser respeitadas em cada atividade proposta.

É hora do educador físico se envolver, pois tudo isso nos diz respeito. Faz parte da nossa formação e deve fazer parte da nossa atuação. O professor precisa estar preparado e disposto a aprender, ou seja, tornar-se capaz por meio do estudo, observação e experiência. Os resultados certamente serão palpáveis, surpreendentes e muito compensadores.

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